Oxford chega a terceira fase de uma vacina contra o coronavírus e conta com brasileira na equipe de pesquisadores

By 4 de junho de 2020 Releases No Comments
Vacina Covid-19

A vacina contra a covid-19 em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entra esta semana em sua fase três de testes clínicos em humanos para testar sua eficácia

De todos os imunizantes desenvolvidos ao redor do mundo, este é considerado o mais promissor. E à frente da testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool está uma brasileira, a imunologista Daniela Ferreira, de 37 anos, especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.

A aposta neste imunizante é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. O objetivo é ter já o maior número possível de doses prontas para distribuição assim que o produto for aprovado, evitando um possível atraso na proteção da população.

A vacina de Oxford faz parte de estudos que já tinham sido feitos para a Síndrome Respiratória Aguda Grade (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), também causadas por coronavírus. Por isso, a segurança da substância já havia sido parcialmente testada, o que permitiu que o processo fosse um pouco mais acelerado.

Testes Da Terceira Fase

Para que essa terceira fase, teste em humanos em larga escala, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o imunizante. Os cientistas estão recrutando prioritariamente profissionais de saúde, que são as pessoas mais facilmente expostas ao novo coronavírus. Vale lembrar que, num teste como esse, ninguém será infectado propositalmente.

No Brasil, a vacina será testada em 2.000 brasileiros, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os voluntários não apresentam sintomas e não foram expostos a doença previamente. O estudo foi aprovado pela ANVISA, os primeiros 1.000 voluntários serão recrutados pela UNIFESP e os outros 1.000 voluntários serão recrutados no Rio de Janeiro.

Prazo

Daniela não quis fazer uma estimativa sobre quando a vacina ficará pronta. “Esses números voltam para te morder. Mas o que posso dizer é que entre dois a seis meses já saberemos se a vacina é eficaz.”

O grande problema, como explica a imunologista, é que não basta apenas a vacina ser eficiente. “É preciso saber se ela pode ser produzida rapidamente e em larga escala, se será acessível globalmente, se terá um preço razoável ou poderá ser distribuída de graça. Enfim, tudo isso entra nessa conta”, contou.

Fonte:

Uol – Saúde;
G1 – Saúde;

Leave a Reply