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Viajem pos pandemia

Desanimados em casa, brasileiros planejam viajar em 2021

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Com a pandemia, 75% dos brasileiros tiveram que cancelar ou adiar suas viagens para este ano. com isso planos de viajar foram adiados para 2021. É o que aponta um levantamento realizado pela Demanda Pesquisa realizada com mais de 1.000 pessoas em todas as regiões do país.

Pelos dados, apenas 19% dos entrevistados planejam viajar ainda este ano. Os outros 81% ainda não pensam em datas ou pensam em viajar em 2021. Os destinos das viagens tem destaque no Nordeste do país com 42% dos entrevistados, a Europa aparece em seguida com 29%, o Estados Unidos conta com 19% e outros países da América do Sul foram apontados por 12%.

Para que o turista volte a viajar, os hotéis e companhias aéreas terão de se adaptar. Dados de julho da CNC (Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo) apontam que o setor de turismo acumula perdas de R$ 122 bilhões até julho. Cerca de 90% entrevistados exigem que o hotel siga fatores de higienização e de prevenção contra o covid-19.

Desânimo

Os dados apontam ainda que os brasileiros no momento da pandemia estão desanimados. Cerca 75% disseram que se sentem desanimados atualmente. 49% responderam a vida mudou para pior no que diz respeito à vivência social e às oportunidades de lazer. Outros 37% sentiram piora no estado psicológico, em seu equilíbrio emocional. Em outro sentido, 41% observaram que melhorou seu engajamento em ações solidárias e 53% estão se relacionando melhor com suas famílias.

Além de viajar, os brasileiros ainda planejam rever familiares ou amigos (58%) e retomar ou iniciar a prática de algum esporte (42%). Enquanto isso tudo não é possível, boa parte deles admite ter incorporado ou intensificado alguns maus hábitos. A ingestão de chocolates ou doces em geral aumentou em 38% dos pesquisados e outros 20% disseram que o hábito de beber álcool agravou-se ou incorporou-se à rotina.

Fonte:

Exame;

Whatsapp

Novo recurso do WhatsApp ajuda a verificar se algo é Fake News

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O WhatsApp anunciou um novo recurso para combater o as notícias falsas e outras formas de desinformação no mensageiro. Agora, as mensagens consideradas suspeitas pela plataforma (ou seja, mensagens encaminhadas em massa) receberão um ícone de lupa ao lado da janela com o link.

Ao clicar no botão, o aplicativo sugere uma pesquisa sobre o assunto na internet. A ideia é que, com uma consulta rápida, você possa descobrir se aquilo é falso ou não. Caso o usuário concorde, ele será direcionado automaticamente à busca pelo navegador padrão do celular ou computador.

Como o WhatsApp possui criptografia de ponta-a-ponta, o servidor do app não armazena e nem consegue ver o conteúdo das mensagens, o julgamento do que é suspeito é baseado somente no espalhamento do link.

Por enquanto, só algumas regiões começaram a receber a novidade: Brasil, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Itália, México e Reino Unido estão entre os primeiros, com o recurso liberado para o app para mobile e para web.

Fonte:

TechMundo;

Dia dos Pais

Com pandemia, vendas online para Dia dos Pais devem crescer 23%

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Durante a pandemia a expectativa de crescimento dos e-commerces se confirmou com uma expectativa de crescimento era de 18% mas de acordo com a ABComm (Associação Brasileira do Comércio Eletrônico), deve haver alta de 23% nas vendas, gerando faturamento de R$ 3,15 bilhões para o setor.

Organização é essencial para quem deseja que o presente chegue a tempo para o dia dos pais. O presidente da ABComm, Maurício Salvador, afirma que a pandemia de coronavírus fez com que o tempo médio de entrega aumentasse de seis para oito dias. Para o CMO (Chief Marketing Officer) da Nuvemshop, Luiz Piovesana, o e-commerce está em uma tendência de alta. “A gente consegue entender não só pela data, que puxa o consumo, mas cada vez mais as pessoas estão se acostumando a comprar presentes por e-commerce”, explica. 

“Os novos hábitos forçados pelo distanciamento físico precisaram transformar o digital”, afirma. Piovesana diz que a pandemia fez com que algumas empresas se dedicassem mais ao e-commerce e que este aprimoramento continuará depois da fase de isolamento. A Nuvemshop é uma solução tecnológica de e-commerce, com uma plataforma focada no desenvolvimento de lojas virtuais.

Uma pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercado) aponta que o setor de mercados de São Paulo espera crescimento de 0,5% para o Dia dos Pais. De acordo com a entidade, “em tempos de afastamento social e ‘lembrancinhas’, os supermercados apostam em vinhos e kits de cerveja, utilitários de churrasco, perfumaria, eletrônicos e vestuário em geral”. 

Gastos com o Dia dos Pais

O valor médio que cada brasileiro deve gastar no dia dos pais é por volta de R$ 373, com a tendência de compra em itens de informática, celulares, artigos esportivos e acessórios. “Quando a gente fala de presente para os pais, o ticket médio vai ser mais baixo do mercado”, diz Salvador.

Fonte:

R7;

Vacina covid

Quais são as vacinas mais avançadas do covid-19?

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Segundo os últimos relatórios da OMS, seis vacinas do COVID-19 estão na fase final de testes (a vacina de Oxford com a AstraZeneca, a chinesa Sinovac, as da Sinopharm em parceria com Wuhan e Pequim, a americana Moderna e a também americana da Pfizer em parceria com a alemã BioNTech) mas ainda existem outras 20 que estão em testes clínicos e outras 139 que estão em desenvolvimento.

Até o momento, nenhuma vacina mostrou a garantia de trazer imunidade contra o vírus, mas caminham a passos largos rumo a esse objetivo.

As 6 vacinas em fase 3:

Sinovac Biotech: a vacina chinesa que começou os testes em fase 3 no Brasil na última segunda-feira, 20, pretende fabricar até 100 milhões de doses anuais. Por aqui, 9 mil profissionais da área da saúde receberão a vacina.

Sinopharm (versões de Wuhan e Pequim): as vacinas com base em vírus inativado, que se mostraram capazes de produzir resposta imune ao vírus, começaram as fases 3 de testes neste mês nos Emirados Árabes Unidos. Cerca de 15 mil voluntários participaram do período de testes e a empresa chinesa acredita que a opção estará disponível para o público já no final do ano.

Oxford e AstraZeneca: os resultados preliminares das fases 1 e 2 da vacina com mais de mil pessoas mostraram que ela foi capaz de induzir uma resposta imune à doença. As fases dois (que ainda está ocorrendo no Reino Unido) e três de testes (acontecendo no Reino Unido, Brasil e África do Sul) devem garantir a eficácia completa dela. A opção é tida como a mais promissora pela OMS. 

Moderna: empresa americana inicia última fase de testes de sua vacina baseada no RNA mensageiro nesta segunda, 27. O teste vai incluir 30 mil pessoas nos Estados Unidos e o governo investiu pesado: cerca de 1 bilhão de dólares para apoiar a pesquisa. A expectativa da empresa é produzir 500 milhões de doses por ano.

Pfizer e BioNTech: a vacina agora também está na fase três de testes e também usa o RNA mensageiro, que tem como objetivo produzir as proteínas antivirais no corpo do indivíduo. A expectativa é testar a vacina em aproximadamente 30.000 voluntários com idades entre 18 e 85 anos no mundo. Desse total, 1.000 serão testados no Brasil. Se tudo der certo, a expectativa é que a eficácia da vacina seja comprovada até o outubro.

Fonte:

Exame;

Soft skills

Home office, soft skills digitais e novas profissões: o mercado de trabalho pós-pandemia

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No cenário de pandemia atual os hábitos de consumo foram modificados junto com os hábitos de trabalho. Porém a pandemia causou um crescimento no número de desempregados no Brasil. Apesar do cenário pouco animador, é certo que alguns setores do mercado sairão da pandemia beneficiados. Dentre as áreas com potencial de crescimento, a que aparece de forma mais clara provavelmente é a saúde. Ainda haverá postos, portanto, para médicos, enfermeiros, farmacêuticos, neurocientistas, socorristas, entre outros.

No campo corporativo, a gestão em Recursos Humanos (RH) promete ganhar força, afinal esses trabalhadores atuarão fortemente nos processos de recolocação, transições de carreira, capacitação e desenvolvimento de pessoas nas novas competências que o mundo do trabalho irá requerer.

Competências necessárias

Com as novas tendências que estão surgindo no mundo no pós-pandemia certas competências vão ganhar mais peso no currículo, como as soft skills, como empatia, resiliência, comunicação interpessoal e liderança que serão atravessadas pela tecnologia, ou seja, os profissionais terão que aplicá-las em contextos digitais já que o mercado será norteado pelo home office.

“Nesse cenário, serão necessárias competências como flexibilidade, adaptabilidade, colaboração, inteligência emocional e autogestão. O trabalho remoto traz desafios como a disciplina, a nova forma de se comunicar pelas plataformas e o gerenciamento da vida pessoal e profissional, tanto para não negligenciar nenhuma delas, mas também para não alimentar a famosa síndrome de burnout que é o esgotamento emocional e físico relacionado à vida profissional”, orienta Simone Vilela, da Faap.

Por outro lado…

Por um lado vamos ter setores que vão crescer no pós-pandemia mas há também aqueles que serão prejudicados por não se adequarem ao mundo mais digitalizado. “Se aprendermos a nos relacionar bem por meio das novas tecnologias, sempre haverá uma forma de oferecermos nosso trabalho. Se isso não acontecer, seremos engolidos por ela. Digo isso porque nos últimos tempos a valorização tem sido mais por profissionais multitarefas, com múltiplos conhecimentos e com bom relacionamento interpessoal do que propriamente pela formação acadêmica”, comenta.

No mesmo sentido, Ana Claudia aponta que postos que possam ser facilmente substituídos por alguma tecnologia ou máquina devem ser prejudicados, principalmente para evitar o contato físico. “Porteiros, recepcionistas, atendentes são alguns exemplos. Trabalhadores domésticos também, já que muitas pessoas passaram a cuidar da limpeza de suas casas e podem ter adquirido equipamentos que facilitam o processo”, opina.

Fonte:

Estadão;

covax

Covax garantirá vacina da Covid-19 para 20% da população de risco de cada país membro nas Américas, diz Opas

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Quando uma vacina for disponibilizada para combater o covid-19 o Covax, grupo internacional, coordenado pela Opas, priorizará que pessoas com mais de 65 anos sejam vacinadas primeiro, assim como os profissionais da saúde.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) participou de uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, o médico brasileiro jarbas Barbosa, explicou que o COVAX distribuirá as primeiras doses da futura vacina do covid-19 nas américas. Segundo Barbosa, o grupo negocia as compras da vacina até o final de 2021 para imunizar os 20% mais vulneráveis de cada país americano que participa do Covax. Como exemplo dos mais vulneráveis à infecção, Barbosa citou as pessoas com mais de 65 anos e com doenças de risco.

Com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), o COVAX é um esforço coletivo de vários países para acelerar o desenvolvimento, produção e distribuição de futuras vacinas contra o coronavírus. Além disso, quando houver uma vacina eficiente, a plataforma negociará em nome dos países-membros diretamente com os produtores para garantir que o preço e a distribuição das doses sejam feitos de maneira justa.

No dia 15, a OMS informou que o Brasil, assim como EUA e Canadá demonstraram interesse em entrar para o COVAX. Nesta terça, sem mencionar nome de países, Barbosa informou que 38 países das Américas já confirmaram interesse em aderir à plataforma.

Vacina subsidiada para os mais pobres

A Opas também informou que trabalha para que os países mais vulneráveis da América Latina e Caribe possam ter acesso a futura vacina contra a covid-19 de forma subsidiada. “A Opas está coordenando com outros parceiros para garantir que os países mais vulneráveis da região recebam a vacina contra a Covid-19 de forma subsidiada, com preços acessíveis”, afirmou a diretora da Opas, Carissa Etienne.

Vacina da Tuberculose e Covid-19

Ainda nesta terça, o diretor para doenças infecciosas da Opas, Marcos Espinal, foi questionado sobre recentes ensaios que relacionaram possíveis efeitos da vacina contra a tuberculose na Covid-19.

Espinal comentou que, de forma geral, tais ensaios apontam que “os países com grande tempo de vacinação contra a tuberculose tiveram menos mortes por Covid-19”, disse. Mas “necessitamos de mais ensaios clínicos” e mais evidências para afirmar que o imunizante contra a tuberculose tem efeito no combate ao coronavírus.

Fonte:G1;

Vacina Covid

Vacina de Oxford é segura e gerou resposta imune contra covid-19

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A vacina de Oxford junto da biofarmacêutica AstraZeneca apresentou bons resultados em seu estudo randômico, onde um grupo de controle recebeu uma vacina de meningite e o outro não soube qual medicamento foi administrado. A vacina apresentou poucos efeitos colaterais que puderam ser reduzidos com paracetamol, como fadiga, dores de cabeça, dor muscular, calafrios e febre leve. O estudo foi postado na revista científica The Lancet.

Está vacina é uma das três opções que estão na fase 3 de testes de acordo com a OMS, de acordo com o estudo a vacina pode ser mais eficaz quando for administrada uma segunda dose. Outros estudos ainda devem ser feitos incluindo os grupos de risco da doença para garantir a segurança da vacina.

Quais são as  fases de uma vacina?

Para uma vacina ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina produz imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga. Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina é disponibilizado para a população.

As outras que também estão na na fase três de testes são as versões da Moderna e a da Sinovac, que também será testada no Brasil. De acordo com a OMS a vacina de Oxford é a opção mais avançada. Para a reitora da Unifesp, Soraia Smaili, a vacina de Oxford pode ser distribuída no Brasil a partir de junho de 2021, assim que o registro emergencial dela for aprovado. 

A corrida pela cura

Nunca antes houve um esforço tão grande para a produção de uma vacina, algumas empresas anunciam que a vacina estará pronta no fim do ano ou no início de 2021, porém, se levarmos em o tempo da vacina do Ebola, considerada a vacina mais rápida a ser produzida, demorou cinco anos para ficar pronta.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. Para a covid-19, as farmacêuticas e companhias em geral estão literalmente correndo atrás de uma solução rápida e até agora nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Fonte:

Exame;

Whatsapp

“Desculpa mandar áudio”: pesquisa mostra como o brasileiro usa o WhatsApp

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Boa parte dos usuários aderem ao recurso das mensagens de voz, mas há preferência por recados curtos e fracionados

O whatsApp existe desde 2009 e uma das suas funções mais famosas são as mensagens de áudio, que existe desde 2013, e que são usadas quando não podem escrever ou quando é necessário explicar assuntos mais complexos ou apenas por comodidade. Porém a função divide opiniões, já que existem usuários que adoram gravar e ouvir áudios e outros que não usam a função e não gostam de ouvir áudios.

Uma pesquisa feita pela EXAME e a plataforma de pesquisa digitais MindMiners mostra que os áudios estão caindo em popularidade: 56% dos respondentes afirmaram gostar ou gostar muito de enviar áudios, enquanto 57% afirmaram gostar ou gostar muito de recebê-los. Cerca de 20% dos entrevistados dizem não gostar ou não gostar nada das interações via mensagens de voz.

Apesar da popularidade dos áudios o texto ainda é o maior meio de comunicação do aplicativo com 80% dos entrevistados; 11% dos entrevistados usam o áudio como principal meio de comunicação; e apenas 3% usam o WhatsApp com foco em chamadas (de áudio ou vídeo).

Duração Ideal

Ainda que mais da metade dos usuários brasileiros afirmam gostar de áudios, ninguém gosta de gravar ou ouvir mensagens muito longas, certo? Errado. Quando o assunto é a duração, as opiniões são variadas, 21% dizem que qualquer tamanho de áudio é aceitável. Metade dos entrevistados, porém, afirmam não gostar de receber uma grande mensagem de áudio inteira: a preferência, neste caso, é por uma sequência de mensagens de áudio mais curtas, fracionando a história.

O mais popular entre os apps

O WhatsApp foi a única rede social acessada por 100% dos participantes da pesquisa. Youtube, Facebook e Instagram vêm na sequência, utilizadas por 88%, 86% e 83% dos entrevistados, respectivamente.

A análise também mostra um uso mesclado do aplicativo: 55% recebem mensagens de amigos e familiares, mas também de chefes e colegas do trabalho, com demandas profissionais. Neste sentido, mudanças são bem-vindas – quase 70% acreditam que o WhatsApp deveria, de alguma forma, separar as conversas pessoais das profissionais.

Fonte:

Exame;

Acelerador de partículas brasileiro revela primeiras imagens da covid-19

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Sirius analisou uma das principais proteínas do vírus e está à disposição de cientistas dedicados a estudar os detalhes moleculares da doença

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, realizaram os primeiros testes com o Sirius, acelerador de partículas brasileiro, usando uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus. Com estes testes foi possível criar um modelo 3D das estruturas da 3CL, uma das principais proteínas do vírus e com isso, pesquisadores poderão usar está informação para buscar novos medicamentos contra o vírus.

Ciência brasileira ajudará na busca de remédios para covid

O CNPEM abriu suas portas para receber pesquisadores envolvidos com projetos relacionados ao novo coronavírus no dia 13. A operação chamada “Manacá” coloca o Sirius  à disposição dos cientistas dedicados a estudar os detalhes moleculares da doença.

Com a produção do modelo 3D da estrutura 3CL do COVID-19 vai possibilitar o desenvolvimento de medicamentos que interferem na respiração viral e criar medicamentos mais eficientes contra o vírus.

Ana Carolina Zeri, pesquisadora que coordena a primeira estação de pesquisa do Sirius a entrar em operação. Ela explica que acelerador de elétrons ajuda a encontrar vulnerabilidades na estrutura do vírus e essas “brechas” podem servir para atacá-lo com medicamentos.

“As imagens que divulgamos neste primeiro momento revelam a estrutura de uma proteína de COVID-19 já conhecida e resolvida em síncrotrons de outros países. A reprodutibilidade de dados já bem estabelecidos evidencia que a primeira estação de pesquisa do Sirius a receber experimento está gerando dados confiáveis, conferindo segurança para a realização de análises inéditas, ainda em fase inicial de testes”, diz Zeri.

Para utilizar o acelerador de partículas os cientistas terão de enviar propostas de pesquisa para uma avaliação técnica dos especialistas. “Neste momento, consideramos que a máquina está em fase de comissionamento científico, realizando experimentos ainda em condições que impõem algumas limitações. Entretanto, em resposta à crise causada pela covid-19, optamos por disponibilizar antecipadamente essa ferramenta aos pesquisadores que já têm familiaridade com experimentos de cristalografia de proteínas, para que eles possam avançar no entendimento molecular do vírus”, diz o diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Harry Westfahl Jr.

A coordenação do projeto também conta que os primeiros resultados diferenciados devem ser publicados e compartilhados na força tarefa que envolve pesquisadores de todo o mundo.

“Além do nosso compromisso com a agenda pública de pesquisas com o SARS-CoV-2, o início da operação vai beneficiar a comunidade científica de todo o País. Pesquisadores poderão submeter propostas de pesquisa para utilizar essa linha de luz”, afirma Mateus Cardoso, chefe da divisão de materiais moles e biológicos do LNLS.

Fonte:

Exame;

China Pós-Pandemia

10 Tendências De Consumo Na China Pós-Pandemia Que Podem Pegar Pelo Mundo

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Após a quarentena consumidores chineses possuem novas exigências e hábitos e um movimento semelhante pode ocorrer em outros países como o Brasil

De acordo com a pesquisa feita pela inovasia, que analisou os hábitos de consumo pós-pandemia na china. O “novo normal” para os chineses estão em comodidades diárias e maior preocupação com a saúde como a origem do produto e serviços.

No mundo, só a China vive esse momento, já que muitos países começaram a afrouxar suas medidas mais recentemente e outros tantos ainda não controlaram a doença, como é o caso do Brasil e dos Estados Unidos.

Veja dez 10 tendências de consumo na China pós pandemia que podem pegar pelo mundo, segundo a Inovasia.

1 – Redes Sociais e as Lives

As lives ganharam mais força durante a pandemia mas após a reabertura a popularidade não reduziu. Agora a moda é “e-commerce ao vivo”. O segmento deverá movimentar US$ 135 bilhões em 2020, segundo dado do instituto iiMedia Research trazido pelo estudo da Inovasia.

As plataformas de live mais famosas da china são o Taobao Live, do grupo Alibaba, o Tik Tok Douyin, da ByteDance e o Kuaishou, do grupo Kwai devem apresentar um crescimento de 10 vezes nos próximos 24 meses, levando a participação das vendas por livestreaming de 1% para 9% de 2019 para 2020.

É uma realidade que foi apressada pela pandemia e da qual as empresas não tem como fugir. Mais de 90% dos entrevistados pela pesquisa afirmaram pretender elevar seu investimento em influenciadores digitais. E 80% disseram que elevaram os gastos em sua infraestrutura de e-commerce.

2 – Mais Pedidos Por App

Com uma das mais elevadas taxas de penetração do comércio online do mundo, a China já era reconhecida pelo hábito da população de fazer compras pela internet. Neste ano estima-se que 56 milhões de pessoas que não faziam parte desse grupo passaram a fazer, exigindo uma entrega mais rápida. Esses novos clientes, chamados na pesquisa de “late adopter” (aqueles que aderem a uma tendência tardiamente em comparação com o resto da população) é, em geral, formado pessoas com pouca intimidade com smartphones ou temor de sofrer golpes online, segundo dados da consultoria chinesa ChoZan.

3- Distanciamento no Dia a Dia

Opções “contactless”,  que não envolvem contato físico, como pagamentos remotos e entregas sem encontro presencial, serão uma grande vantagem competitiva para empresas daqui para frente, devido ao interesse da população que permaneceu após o confinamento.

Um setor que viu crescer sua procura mesmo após a reabertura do mercado foi o de educação a distância. Para 72% dos estudantes que fizeram, pela primeira vez, um curso via educação à distância durante a epidemia, a experiência foi descrita como “ótima” ou “boa”. Segundo análise do serviço de ensino chinês de idiomas VIP KIDS, mais da metade dos novos assinantes captados pela plataforma durante a pandemia optaram por continuar com as aulas online, mesmo após a reabertura dos cursos presenciais.

4 – Saúde e fitness

Os alimentos frescos foram o item mais demandado durante a pandemia e seguiram com maior relevância na alimentação dos chineses ante os congelados. A demanda por esses produtos dobrou em maio, ante abril do ano passado. A pesquisa mostra que 80% dos entrevistados disseram que prestam mais atenção à alimentação saudável e tomam cuidados maiores ao ler rótulos e descrições das embalagens.

Além da alimentação mais saudável e consciente, a prática de exercícios é outra prioridade dos chineses atualmente, mostra a Inovasia. Mas a maioria tem procurado fazer isso em casa e não nas academias.

Dados do e-commerce Pingduoduo, o terceiro maior da China, indicam que as vendas de produtos “fitness” em maio, já após o fim da quarentena, foram 35% maiores que no mesmo mês de 2019.

5 – Carros pequenos e elétricos

As vendas de automóveis, que caiu 89% na China durante a pandemia, foram retomadas com força após a quarentena e devem chegar ao mesmo patamar do pré crise em julho, diz a Inovasia.

O estudo remete o movimento, entre outras coisas, ao desejo de uma classe média ascendente no país de evitar o transporte público, onde o risco de transmissão de doenças aumenta.

Os modelos que ganham mais atenção entre os consumidores atualmente são os Low Speed Vehicles (veículos de baixa velocidade), que se movem a, no máximo, 40 km/h e são totalmente elétricos. A autonomia destes pequenos carros

varia entre 40 km e 90 km e seu tempo de carregamento gira entre duas e três horas. Para especialistas, é o carro do futuro.

6 – Fake News

A disseminação em massa de notícias falsas também é um problema na China, onde mais de 850 milhões de cidadãos usam, diariamente, serviços como WeChat e Alipay, e chegaram a prejudicar os esforços de combate à crise sanitária.

O estudo destaca o importante papel dos jovens junto às gerações mais velhas, no esclarecimento de notícias falsas sobre a covid-19 e na introdução de serviços digitais a essas gerações durante o confinamento.

7 – Comércio Local

Durante os meses de confinamento, houve uma migração importante de consumidores de grandes supermercados e shoppings centers para pequenos comércios locais. O costume de manteve com a normalização do movimento.

Dados reunidos pela iiMedia Research mostram que mais de um terço dos chineses (38,6%) passaram a consumir marcas locais, de acordo com números de varejo das quatro maiores cidades do país, pela preferência a itens produzidos e vendidos por pequenos comerciantes. Antes, apenas 19% preferiam o comércio local, diz a pesquisa

8 – Nada de dinheiro em espécie

A China já ia nesse sentido antes da pandemia, sendo considerada por especialista como a primeira sociedade “sem dinheiro em espécie” do mundo, com 850 milhões de usuários ativos de mobile payment no país, segundo dados do banco central chinês.

Com a crise, a China decidiu dar um novo passo e anunciou a criação da primeira criptomoeda soberana, o Renminbi digital. A moeda digital com lastro na moeda oficial do país está em fase de testes em zonas rurais e para o pagamento de funcionários públicos. Sua utilização é possível por aproximação de celulares, mesmo que estes não estejam conectados à internet.

9 – Late Adopters

Resistentes e conservadores, os “late adopters” foram praticamente obrigados a fazer compras pela internet durante o confinamento. Após o fim das restrições de circulação, no entanto, 85% deles passaram a considerar como adequadas ou muito boas suas experiências digitais e 73% dizem que vão continuar usando. Os motivos variam entre segurança pelo distanciamento, economia e comodidade.

10 – Tudo certo, mas nada prometido

Por fim, a Inovasia mostra que, apesar de o consumo na China ter voltado rapidamente após o período de quarentena, impulsionado por meses de demanda reprimida, o futuro ainda é incerto. Sobretudo no que diz respeito à manutenção do emprego e da renda da população.

Num primeiro momento, a disposição para gastar foi grande. Um exemplo citado pela consultoria foi a reabertura, em abril, da loja Hermès, na cidade de Guangdong, que vendeu US$ 2,4 milhões em um dia, o melhor resultado da sua história.

O novo comportamento do consumidor já reflete maior cautela com a administração de sua renda, diz também a McKinsey em estudo citado pela Eurasia. A consultoria indica que, depois da pandemia, cerca de 41% dos entrevistados na China planejam aumentar suas fontes de renda através da gestão de riqueza, investimentos e compra de produtos financeiros. Além disso, cerca de 27% indicaram que vão comprar seguro de saúde para si e para sua família.

Fonte:

Exame;