Home office, soft skills digitais e novas profissões: o mercado de trabalho pós-pandemia

By 28 de julho de 2020 Releases No Comments
Soft skills

No cenário de pandemia atual os hábitos de consumo foram modificados junto com os hábitos de trabalho. Porém a pandemia causou um crescimento no número de desempregados no Brasil. Apesar do cenário pouco animador, é certo que alguns setores do mercado sairão da pandemia beneficiados. Dentre as áreas com potencial de crescimento, a que aparece de forma mais clara provavelmente é a saúde. Ainda haverá postos, portanto, para médicos, enfermeiros, farmacêuticos, neurocientistas, socorristas, entre outros.

No campo corporativo, a gestão em Recursos Humanos (RH) promete ganhar força, afinal esses trabalhadores atuarão fortemente nos processos de recolocação, transições de carreira, capacitação e desenvolvimento de pessoas nas novas competências que o mundo do trabalho irá requerer.

Competências necessárias

Com as novas tendências que estão surgindo no mundo no pós-pandemia certas competências vão ganhar mais peso no currículo, como as soft skills, como empatia, resiliência, comunicação interpessoal e liderança que serão atravessadas pela tecnologia, ou seja, os profissionais terão que aplicá-las em contextos digitais já que o mercado será norteado pelo home office.

“Nesse cenário, serão necessárias competências como flexibilidade, adaptabilidade, colaboração, inteligência emocional e autogestão. O trabalho remoto traz desafios como a disciplina, a nova forma de se comunicar pelas plataformas e o gerenciamento da vida pessoal e profissional, tanto para não negligenciar nenhuma delas, mas também para não alimentar a famosa síndrome de burnout que é o esgotamento emocional e físico relacionado à vida profissional”, orienta Simone Vilela, da Faap.

Por outro lado…

Por um lado vamos ter setores que vão crescer no pós-pandemia mas há também aqueles que serão prejudicados por não se adequarem ao mundo mais digitalizado. “Se aprendermos a nos relacionar bem por meio das novas tecnologias, sempre haverá uma forma de oferecermos nosso trabalho. Se isso não acontecer, seremos engolidos por ela. Digo isso porque nos últimos tempos a valorização tem sido mais por profissionais multitarefas, com múltiplos conhecimentos e com bom relacionamento interpessoal do que propriamente pela formação acadêmica”, comenta.

No mesmo sentido, Ana Claudia aponta que postos que possam ser facilmente substituídos por alguma tecnologia ou máquina devem ser prejudicados, principalmente para evitar o contato físico. “Porteiros, recepcionistas, atendentes são alguns exemplos. Trabalhadores domésticos também, já que muitas pessoas passaram a cuidar da limpeza de suas casas e podem ter adquirido equipamentos que facilitam o processo”, opina.

Fonte:

Estadão;

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