Pandemia acelera digitalização do agro brasileiro

By 30 de junho de 2020 Releases No Comments
agronegocio

Afastamento dos ambientes de negócios em razão da pandemia acelerou decisões e ferramentas on-line que conectam a produção

Com a digitalização acelerada causada pela pandemia, o agronegócio está vivendo um momento de expansão no uso de tecnologias digitais em diversos segmentos, o setor também está utilizando ferramentas para viabilizar, diante das atuais condições, a manutenção das cadeias produtivas e o contato com clientes e fornecedores.

A Nestlé, por exemplo, atualizou seu aplicativo Leiteria para prestar assistência técnica de forma remota aos seus fornecedores de leite. A empresa afirma que vai manter nesse período o compromisso de compra e captação de leite de 1,6 mil fazendas de forma direta e de outras 10 mil de forma indireta, o que envolve cerca de 20,4 mil famílias.

A Nestlé adaptou as auditorias realizadas junto aos produtores que fazem parte do programa Boas Práticas na Fazenda (BPF). O produtor envia o material necessário para a certificadora, que faz a avaliação e a validação.“Foi adotada uma solução de auditoria remota para que o produtor possa ser recertificado. Há produtores que são de grupo de risco”, explica Barbara Sollero, gerente de desenvolvimento de fornecedores e qualidade da cadeia de leite da multinacional.

Na área de saúde animal, a Biogénesis Bagó também se adaptou implantando uma metodologia de treinamento on-line para suas equipes de atendimento. O trabalho é feito conciliando conteúdo produzido e organizado em módulos. As atividades foram estruturadas em plataformas, pelas quais são feitos o acesso ao material e o contato com o tutor.

Carlos Godoy, gerente de marketing, explica que a ideia é reproduzir dentro do possível a situação das visitas presenciais. Mas o conhecimento do profissional de atendimento da companhia é transmitido pelo meio eletrônico à equipe da fazenda, reunida pelo seu gestor. “Isso traz a questão de sermos cada vez mais assertivos ao levar informação de qualidade que possa resolver o problema do pecuarista”, diz o executivo.

Segundo Barbara, o uso das ferramentas digitais já estava nos planos, mas a implantação foi acelerada. “A pandemia veio a acelerar essa inclusão digital no campo”, avalia.

Carlos Godoy, da Biogénesis Bagó, tem pensamento semelhante. Na visão dele, os treinamentos remotos otimizam recursos. A expectativa é que cada vez mais iniciativas sejam realizadas de maneira digital. “Devemos saltar de dez a 15 anos na inclusão digital dentro da porteira”, diz ele.

Fonte:

Globo Rural;

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